31/05/2012
28/05/2012
23/05/2012
“Há muitas associações cabo-verdianas de fachada e a federação é um caso a rever”
Dois anos depois de ter abandonado o cargo de presidente da Organização dos Cabo-verdianos no Luxemburgo, José Maurício quebra o silêncio e tece críticas ao associativismo cabo-verdiano no país. As farpas
dirigem-se às associações e à Federação das Associações Cabo-verdianas no Luxemburgo.
José Maurício é uma das figuras mais conhecidas da comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo. Foi representante da comunidade no Conselho Nacional de Estrangeiros e, em 2005, passou a presidente da Organização dos Cabo-verdianos no Luxemburgo (OCL), cargo que ocupou até à extinção daquela organização, em 2010. Nesse ano, a OCL mudou de estatutos e passou a denominar-se Federação das Associações Cabo-verdianas no Luxemburgo (FACVL), tendo José Maurício passado o testemunho a João da Luz.
"Quando eu era dirigente da OCL defendia a mudança do nome para federação porque entendia que era esse o nome correcto, mas para além dessa mudança pensei que ia haver uma nova dinâmica. Passados estes anos, posso dizer que ficou aquém das expectativas, pois falta precisamente isso – dinâmica. Não estou a criticar directamente a pessoa que assumiu essa responsabilidade, até porque não havia mais ninguém que quisesse assumir esse desafio. Mas creio que a culpa também se deve às associações e às instituições cabo-verdianas, porque a federação não tem apoio de nenhuma instituição", aponta José Maurício.
Falta de organização e interesses individuais estão na base do 'vírus' que se apoderou do associativismo cabo-verdiano, reduzindo a sua representatividade, refere Maurício.
"A representatividade das associações cabo-verdianas no Luxemburgo está com 'deficit zero'. Esse é o vírus das associações e também da federação. As associações não estão organizadas e cada uma se baseia no interesse individual e as coisas não funcionam. Não há interesse colectivo. A federação não conseguiu pôr as coisas em ordem depois de todo este tempo, como fizeram as federações de outras comunidades. Ela [FACVL] tem nome, mas não representa ninguém. Está a trabalhar com nome de federação, mas de forma individual, e não pode ser. É por isso que a federação é um caso a rever”, diz.
Se a federação é um caso a rever, o mesmo se aplica às associações, que, segundo o antigo presidente da OCL, devem ser distinguidas: as "associações de fachada" e as associações que trabalham para a comunidade.
"Há muitas associações de fachada e é preciso fazer uma escolha. Vai ter de ser uma instituição cabo-verdiana, com outra voz, a sentar-se à mesa com as associações e dizer 'meus senhores, deixamos de trabalhar com associações de fachada e vamos trabalhar com associações credíveis'. Caso contrário, cada um faz o que quer e o que vai haver é uma competição entre as associações sérias e as associações de fachada. Dentro do mundo associativo são todos iguais, mas na prática há uns que se aproveitam do aspecto lucrativo e outros que não. É preciso separar as águas e é o associativismo cabo-verdiano que vai ganhar".
A falta de abertura à cultura de origem é outra das críticas apontadas por José Maurício, que lamenta que a comunidade cabo-verdiana esteja a perder terreno face a comunidades recém-chegadas ao Luxemburgo, por apostar em "festas e DJ’s", diz, em vez de partilhar e perpetuar a cultura cabo-verdiana.
"Não estamos a dar nada às outras comunidades sobre o conhecimento da cultura de Cabo Verde. Estamos a ficar muito atrás de comunidades que chegaram ao Luxemburgo depois de nós. Dou o exemplo de associações de países africanos recém-chegados ao Luxemburgo que têm trazido historiadores, escritores e têm feito exposições de pintura com o apoio do Ministério da Cultura do Luxemburgo. Nós não temos isso. A mentalidade das nossas associações é que trazer, por exemplo, um autor de literatura cabo-verdiana para aqui é um disparate. Para onde vamos só com festas e DJ's? Felizmente temos excepções, com algumas associações que têm feito algo por Cabo Verde", desabafa.
Para mudar a situação, José Maurício pede a intervenção da embaixada de Cabo Verde. "A federação não pode funcionar se não houver colaboração das associações. Ou temos uma federação forte e apoiada pelas associações e instituições, ou não vale a pena. Daí a necessidade de virar a página no associativismo cabo-verdiano no Luxemburgo. Esse virar de página tem de vir da embaixada. Se a embaixada meter em cima da mesa um plano de trabalho e vir quais as associações que respeitam esse plano, aí as coisas avançam, porque senão o vírus da 'representatividade zero' vai continuar no nosso meio".
"Há gente capaz de assumir a federação e dar estabilidade às associações. Algumas pessoas da antiga OCL têm boa vontade e querem regressar ao mundo associativo e fazer um trabalho não para 'a', 'b' ou 'c', mas para todos", conclui.
dirigem-se às associações e à Federação das Associações Cabo-verdianas no Luxemburgo.
José Maurício é uma das figuras mais conhecidas da comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo. Foi representante da comunidade no Conselho Nacional de Estrangeiros e, em 2005, passou a presidente da Organização dos Cabo-verdianos no Luxemburgo (OCL), cargo que ocupou até à extinção daquela organização, em 2010. Nesse ano, a OCL mudou de estatutos e passou a denominar-se Federação das Associações Cabo-verdianas no Luxemburgo (FACVL), tendo José Maurício passado o testemunho a João da Luz.
"Quando eu era dirigente da OCL defendia a mudança do nome para federação porque entendia que era esse o nome correcto, mas para além dessa mudança pensei que ia haver uma nova dinâmica. Passados estes anos, posso dizer que ficou aquém das expectativas, pois falta precisamente isso – dinâmica. Não estou a criticar directamente a pessoa que assumiu essa responsabilidade, até porque não havia mais ninguém que quisesse assumir esse desafio. Mas creio que a culpa também se deve às associações e às instituições cabo-verdianas, porque a federação não tem apoio de nenhuma instituição", aponta José Maurício.
Falta de organização e interesses individuais estão na base do 'vírus' que se apoderou do associativismo cabo-verdiano, reduzindo a sua representatividade, refere Maurício.
"A representatividade das associações cabo-verdianas no Luxemburgo está com 'deficit zero'. Esse é o vírus das associações e também da federação. As associações não estão organizadas e cada uma se baseia no interesse individual e as coisas não funcionam. Não há interesse colectivo. A federação não conseguiu pôr as coisas em ordem depois de todo este tempo, como fizeram as federações de outras comunidades. Ela [FACVL] tem nome, mas não representa ninguém. Está a trabalhar com nome de federação, mas de forma individual, e não pode ser. É por isso que a federação é um caso a rever”, diz.
Se a federação é um caso a rever, o mesmo se aplica às associações, que, segundo o antigo presidente da OCL, devem ser distinguidas: as "associações de fachada" e as associações que trabalham para a comunidade.
"Há muitas associações de fachada e é preciso fazer uma escolha. Vai ter de ser uma instituição cabo-verdiana, com outra voz, a sentar-se à mesa com as associações e dizer 'meus senhores, deixamos de trabalhar com associações de fachada e vamos trabalhar com associações credíveis'. Caso contrário, cada um faz o que quer e o que vai haver é uma competição entre as associações sérias e as associações de fachada. Dentro do mundo associativo são todos iguais, mas na prática há uns que se aproveitam do aspecto lucrativo e outros que não. É preciso separar as águas e é o associativismo cabo-verdiano que vai ganhar".
A falta de abertura à cultura de origem é outra das críticas apontadas por José Maurício, que lamenta que a comunidade cabo-verdiana esteja a perder terreno face a comunidades recém-chegadas ao Luxemburgo, por apostar em "festas e DJ’s", diz, em vez de partilhar e perpetuar a cultura cabo-verdiana.
"Não estamos a dar nada às outras comunidades sobre o conhecimento da cultura de Cabo Verde. Estamos a ficar muito atrás de comunidades que chegaram ao Luxemburgo depois de nós. Dou o exemplo de associações de países africanos recém-chegados ao Luxemburgo que têm trazido historiadores, escritores e têm feito exposições de pintura com o apoio do Ministério da Cultura do Luxemburgo. Nós não temos isso. A mentalidade das nossas associações é que trazer, por exemplo, um autor de literatura cabo-verdiana para aqui é um disparate. Para onde vamos só com festas e DJ's? Felizmente temos excepções, com algumas associações que têm feito algo por Cabo Verde", desabafa.
Para mudar a situação, José Maurício pede a intervenção da embaixada de Cabo Verde. "A federação não pode funcionar se não houver colaboração das associações. Ou temos uma federação forte e apoiada pelas associações e instituições, ou não vale a pena. Daí a necessidade de virar a página no associativismo cabo-verdiano no Luxemburgo. Esse virar de página tem de vir da embaixada. Se a embaixada meter em cima da mesa um plano de trabalho e vir quais as associações que respeitam esse plano, aí as coisas avançam, porque senão o vírus da 'representatividade zero' vai continuar no nosso meio".
"Há gente capaz de assumir a federação e dar estabilidade às associações. Algumas pessoas da antiga OCL têm boa vontade e querem regressar ao mundo associativo e fazer um trabalho não para 'a', 'b' ou 'c', mas para todos", conclui.
HB
Etiquetas:
associativismo,
josé maurício
Jéssica Delgado vence Vozes da Diáspora e vai à final de Paris
| Foto: Benji Santos |
"Estou muito contente com a vitória, mas também ansiosa pela próxima etapa. Prometo dar o melhor para vencer agora em Paris e trazer o festival para o Luxemburgo”, confiou a vencedora do concurso ao CONTACTO.
Entre as nove candidatas, que tinham entre 14 e 19 anos, o júri escolheu Jéssica Delgado, que vai representar os cabo-verdianos do Luxemburgo na final de Paris, em Julho, e tentar apurar-se para a finalíssima de Cabo Verde. "Uma boa escolha. Todas estiveram muito bem, mas foi a Jéssica quem fez toda a gente dançar”, “Ela tem a música na pele, tem muito à-vontade no palco e canta muito bem”, "Vai representar-nos muito bem”, foram alguns dos comentários recolhidos na plateia pelo CONTACTO.
"O objectivo principal deste festival é promover a música cabo-verdiana e reforçar as relações de amizade e solidariedade entre cabo-verdianos de diferentes países da diáspora", disse João da Luz, porta-voz da Associação de Pais de Alunos de Origem Cabo-Verdiana (APADOC).
"Organizar este tipo de concursos é uma grande responsabilidade, mas decidimos abraçar este desafio porque pensamos que é importante participar", acrescentou João da Luz, para quem o sucesso do evento deve-se "não só ao gosto desta comunidade pela festa, mas também, e essencialmente, às redes sociais”.
E, de facto, para confirmar esta afirmação, bastava entrar no local e verificar o ambiente caloroso e a alegria transmitida pela "casa cheia”. O evento, que nasceu pelas mãos da Fundação Infância Feliz de Cabo Verde, contou com o patrocínio da Ferrero e foi animado por um grupo de músicos cabo-verdianos residentes no Grão-ducado e pelos grupos de dançarinas Dexa Mundo Papia e African Dancers, que encorajaram até aos "mais calmos" a dar um pezinho de dança.
O Grão-Ducado é também, a partir de agora, mais um país candidato a receber a próxima edição do Festival Revelação de Vozes da Diáspora, em 2013.
Texto: CONTACTO/Sabrina Sousa
Etiquetas:
Jéssica Delgado,
Música cabo-verdiana
MC Malcriado aquece noite cabo-verdiana no Hall Irbicht
| Foto: Manuel Centeio |
"A primeira actuação no Luxemburgo foi quando saiu o disco Nos pobréza ke nos rikéza (Nossa pobreza é nossa riqueza), em 2006. Agora, viemos promover o mais recente trabalho, Fidjus di kriolu (Filho de crioulo), porque no Luxemburgo também há "fidjus di kriolu" (filhos do crioulo), disse o músico Jacky Brow, para quem é "interessante" regressar ao Luxemburgo. "Aqui fica perto de Paris e actuar no Luxemburgo é sempre interessante. A música não tem fronteiras", acrescentou.
No palco estiveram somente três elementos do grupo MC Malcriado: Jacky Brow, Izé Teixeira e Jpax. O fundador do grupo, Stomy Bugsy, que se encontra nos Estados Unidos da América por motivos profissionais, acabou por ser a grande ausência do concerto.
A noite começou a aquecer por volta das 2h30 da manhã, entre aplausos e gritos dos fãs. Do princípio ao fim, o público dançou ao som dos ritmos de Cabo Verde, numa explosão de alegria conjugada com uma energia fantástica vinda do palco. Os MC Malcriado aproveitaram para homenagear Amílcar Cabral, o "herói e fundador da pátria de Cabo Verde e Guiné-Bissau", e Cesária Évora, a voz que eterniza Cabo Verde. Numa das canções, o grupo pediu também para se baixar o preço dos bilhetes de passagem da companhia aérea de Cabo Verde, TACV.
Apesar de autodidactas, cada artista do grupo tem já discos registados a solo e alguns prémios internacionais ganhos. Inspirados na música das ilhas de Cabo Verde, desde cedo que os elementos do grupo ouviam em casa dos pais a morna, coladera, funaná e o batuco. Como referências ficaram os artistas Zeca De Nha Reinalda, Ildo Lobo, Cesária Évora, Mendes e Mendes, e Cabo Verde Show.
Em 1998, ainda muito jovem, Stomy Bugsy teve a ideia de criar o grupo em Mindelo (S. Vicente). A paixão por Cabo Verde e pela música tradicional passa a marcar a união do grupo e nesse mesmo ano dão o primeiro concerto, para não mais parar. “Depois do primeiro concerto no Festival Baía das Gatas, em 1998, em Mindelo, nunca mais paramos”, refere Izé Teixeira.
“Em 1999, tivemos o privilégio de estarmos juntos de vários artistas de Cabo Verde, inclusive a inesquecível Cesária Évora, no Zénith de Paris. Tivemos a honra de estar num espectáculo que jamais sairá das nossas vidas”, lembra Jpax.
Os MC Malcriado aproveitaram a presença do CONTACTO para deixar uma mensagem à comunidade cabo-verdiana: "Fiquem sempre atentos ao MC Malcriado porque nós representamos o povo de Cabo Verde em todos lugares onde vamos.” O grupo continua a actuar um pouco por todo o mundo. Cabo Verde, Antilhas, Madagáscar, Angola, Espanha, Luxemburgo, Portugal, Suíça, Reino Unido e Bélgica são alguns dos palcos por onde passaram.
Fonte: CONTACTO/Manuel Centeio
Etiquetas:
MC Malcriado,
Música cabo-verdiana
22/05/2012
Cabo Verde: Último dia para apresentação das candidaturas
O prazo para a apresentação das candidaturas às Eleições Autárquicas de 1 de Julho termina esta terça-feira, 22 de Maio. O Código Eleitoral em vigor estipula que a apresentação das candidaturas deve efectuar-se entre o quinquagésimo e o quadragésimo dias que antecedem a data prevista para as Eleições.
Em relação às Autárquicas de 1 de Julho, o prazo decorre de 12 a 22 de Maio.
Neste momento, um número significativo de candidaturas já foi entregue junto dos tribunais de comarcas a que lhes dizem respeito, com destaque para as duas mais importantes câmaras do país, Praia e São Vicente.
Na Praia, o Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) apresentou Fernando Moeda como candidato a Presidente de Câmara e Ana Freire para Assembleia Municipal.
Em São Vicente, o partido que sustenta o Governo avançou com Filomena Martins e George Tienne para a Presidência da Câmara e Assembleia Municipal.
O Movimento para a Democracia (MpD, oposição) apresentou na capital Ulisses Correia e Silva, que concorre a um segundo mandato como presidente da Câmara Municipal da Praia, e Filomena Delgado que se recandidata para a presidente da Assembleia Municipal.
Para as sextas Eleições Autárquicas cabo-verdianas participam o PAICV em todos os 22 municípios do país, o MpD em 20, com apoio as candidaturas independentes no Sal e em São Filipe (Fogo), a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição com 2 deputados no Parlamento) em cinco municípios e o Partido do Trabalho e Solidariedade (PTS, oposição sem assento parlamentar) em três.
Além dos candidatos apoiados pelos partidos políticos, as próximas eleições municipais contam ainda com a participação de várias candidaturas independentes.
Nas autárquicas realizadas a 18 de Maio de 2008, o MpD conquistou 11 câmaras municipais, o PAICV 10 autarquias e um grupo de cidadãos, fora do quadro partidário, embora com apoio declarado do MpD, elegeram um presidente de câmara, no município do Sal.
Em relação às Autárquicas de 1 de Julho, o prazo decorre de 12 a 22 de Maio.
Neste momento, um número significativo de candidaturas já foi entregue junto dos tribunais de comarcas a que lhes dizem respeito, com destaque para as duas mais importantes câmaras do país, Praia e São Vicente.
Na Praia, o Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) apresentou Fernando Moeda como candidato a Presidente de Câmara e Ana Freire para Assembleia Municipal.
Em São Vicente, o partido que sustenta o Governo avançou com Filomena Martins e George Tienne para a Presidência da Câmara e Assembleia Municipal.
O Movimento para a Democracia (MpD, oposição) apresentou na capital Ulisses Correia e Silva, que concorre a um segundo mandato como presidente da Câmara Municipal da Praia, e Filomena Delgado que se recandidata para a presidente da Assembleia Municipal.
Para as sextas Eleições Autárquicas cabo-verdianas participam o PAICV em todos os 22 municípios do país, o MpD em 20, com apoio as candidaturas independentes no Sal e em São Filipe (Fogo), a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição com 2 deputados no Parlamento) em cinco municípios e o Partido do Trabalho e Solidariedade (PTS, oposição sem assento parlamentar) em três.
Além dos candidatos apoiados pelos partidos políticos, as próximas eleições municipais contam ainda com a participação de várias candidaturas independentes.
Nas autárquicas realizadas a 18 de Maio de 2008, o MpD conquistou 11 câmaras municipais, o PAICV 10 autarquias e um grupo de cidadãos, fora do quadro partidário, embora com apoio declarado do MpD, elegeram um presidente de câmara, no município do Sal.
Fonte: Inforpress/ExpressodasIlhas
Etiquetas:
autárquicas cabo-verdianas
17/05/2012
Cabo Verde faz-se representar no 3o Encontro de Migrações Lusófonas na Europa
| Foto: ExpressodasIlhas |
Ao longo dos últimos anos, o sindicato português CGTP-IN e o luxemburguês OGB-L têm organizado no Luxemburgo vários encontros de sindicalistas, conselheiros das comunidades e dirigentes associativos. Em 2009, as duas centrais sindicais decidiram alargar o âmbito destes encontros às diferentes comunidades lusófonas emigradas no espaço europeu.
Este ano, além da participação de centrais sindicais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a reunião conta também com a presença de centrais sindicais europeias convidadas, movimentos associativos, conselheiros das comunidades portuguesas e sindicalistas lusófonos que tenham a Europa como área principal da sua acção.
O encontro tem como objectivos identificar e encontrar respostas para os principais problemas laborais e sociais das comunidades dos países de língua oficial portuguesa na Europa; debater a evolução da UE, a sua política migratória, externa e de cooperação; debater as reivindicações das comunidades lusófonas emigradas na Europa; e o reforço da cooperação e acção do movimento sindical e das organizações representativas das comunidades.
O programa tem início no sábado de manhã, às 9h, com a apresentação dos participantes. Entre as 9h30 e as 10h30 esperam-se intervenções do ministro do Trabalho e da Imigração do Luxemburgo, Nicolas Schmit, Carlos Trindade (CGTP-IN), Carlos Pereira (OGB-L), Félix Braz (deputado luso-luxemburguês), Paulo Pisco (deputado PS/Europa), Carlos Gonçalves (deputado PSD/Europa), João Tambi (UNTA Angola e CPLP Sindical), António Vale (CUT-Brasil) e Júlio Ascensão Silva (UNTC-CS, Cabo Verde). Antes do início dos debates, Eduardo Dias (OGB-L) e Carlos Trindade (CGTP-IN) apresentam os objectivos e documentos de trabalho para o encontro.
Ainda no quadro deste encontro, acontece uma festa no sábado, a partir das 19h30, no restaurante Bairrada, em Esch/Alzette, que conta com as actuações de José Pinho e Artur Alves, vindos de Lisboa, que vão interpretar músicas de José Afonso, poemas de Manuel Alegre, entre outras canções de Abril.
Etiquetas:
associativismo,
CPLP,
sindicatos
16/05/2012
Este sábado: Vozes da Diáspora quer um finalista em Paris
| São nove os candidatos da final no Luxemburgo, mas só um vai a Paris |
Ao palco vão subir nove candidatos com idades compreendidas entre os 14 e 19 anos.
A primeira música a ser interpretada tem de ser cabo-verdiana, enquanto a segunda vai ser apresentada numa das três línguas oficiais do Luxemburgo: alemão, francês ou luxemburguês. O júri constituído para o evento vai depois ditar o vencedor do concurso, que vai representar os cabo-verdianos do Luxemburgo na final de Paris, em Julho, e depois tentar a sorte para a finalíssima em Cabo Verde.
A noite de sábado vai contar ainda com os convidados especiais Benji, Carine, DJ Bacardi, Anibal, Carisa e o grupo de dança Dexa Mundo Papia. Mais informações pelo tel. 661 650 704, e/ou pelo 661 291 056 (ou ferreira.joana1@gmail.com).
Etiquetas:
Música cabo-verdiana,
vozes da diáspora
Comité Spencer comemora 10 anos de existência
| Lili Évora vai animar o aniversário do Comité Spencer |
O serão promete ser bastante preenchido. Esperam-se alguns discursos, uma retrospectiva da associação, exposições dos artistas plásticos Nelson Neves, Jennifer Lopes e Carole Stumpf, entre outras surpresas.
A animação vai estar a cargo das cantoras Lili Évora, Xana, Sista Notega e Tiffany. O grupo de dança Étoile du Cap Vert vai também marcar presença.
O Comité Spencer foi fundado em 2002 por responsáveis da Organização Cabo-verdiana no Luxemburgo e por um grupo de jovens de origem cabo-verdiana, tornando-se logo numa referência em termos de luta contra a violência.
Mais informações sobre o jantar através do tel. 621 700 544, email pachiflavio@gmail.com ou pela internet (www.comitespencer.lu). A entrada é gratuita.
Etiquetas:
Comité Spencer
15/05/2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)




